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Inmetro faz novas fiscalizações em postos de Goiás após ação contra fraudes.

Portal G1
 

Vanessa Martins

25/10/2017 – O Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) realiza uma operação para fiscalizar todos os 1.260 postos de combustíveis de Goiás. Após sete fiscais do órgão serem presos em operação contra fraudes realizada pela Polícia Federal, 60 servidores de outros 17 estados foram convocados para realizar as novas apurações.

inmetro.jpgO superintendente do Inmetro em Goiás, André Abrão, informou que a operação começou na última quinta-feira (19). O grupo está fazendo um pente fino nos estabelecimentos para apurar se há irregularidades nas bombas que não foram descobertas em fiscalizações anteriores.

Essa força tem por objetivo fiscalizar todas as bombas para garantir ao consumidor que ele está levando aquilo que está pagando. A PF trouxe ao nosso conhecimento que havia esse problema com os fiscais que trabalhavam nessa área então estamos fazendo uma varredura em todos os postos, explicou ao G1.

Ainda segundo ele, as irregularidades que estão sendo apuradas são alterações nas bombas, mangueiras, vazamentos, entre outros problemas. O superintendente afirmou que ainda não foram encontradas bombas fraudadas eletronicamente para liberar menos combustível do que o pago pelo cliente.

Abrão ressaltou que as fiscalizações serão encerradas após todas as unidades serem investigadas. Não temos data definida para acabar, só quando tivermos fiscalizado todos os 1.260 postos, afirmou.

Operação

A operação da PF, denominada Pesos e Medidas, realizada no último dia 17 de outubro, prendeu dez pessoas por fraude em fiscalizações de postos de combustíveis.

Segundo o delegado Antônio José dos Santos, chefe da PF em Anápolis, entre os presos estão sete fiscais do Inmetro e três donos de postos de combustíveis. Um dos empresários, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema, era ex-fiscal do órgão.

Durante as fiscalizações, eles encontravam alguma irregularidade e cobravam a propina de R$ 200 a R$ 6 mil, ou até mesmo inventavam irregularidades para justificar a cobrança do dinheiro, explicou.

Na ocasião, o Inmet havia informado que também investiga as denúncias e que os servidores presos foram afastados do trabalho de fiscalização na rua e vão exercer apenas atividades administrativas enquanto durar a apuração.

Já o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), havia declarado que a operação é resultado de denúncias feitas por parte dos próprios estabelecimentos, e que um programa da instituição reforça a transparência e o combate à corrupção.

 

 

Fonte: http://www.fecombustiveis.org.br/clipping/inmetro-faz-novas-fiscalizacoes-em-postos-de-goias-apos-acao-contra-fraudes/